O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE), popularmente chamado de “derrame” é a segunda principal causa de morte no Brasil. As mulheres são as principais vítimas do AVC.
O AVC divide-se em dois grandes grupos:
-AVC isquêmico: quando a circulação de sangue para determinada região do encéfalo é interrompida por uma obstrução do vaso sangüíneo
-AVC hemorrágico: quando há rompimento de um vaso sangüíneo, causando sangramento em uma região do encéfalo.
Nos dois tipo de AVC os sintomas manifestam-se de maneira súbita, com instalação em minutos a horas. O indivíduo poderá apresentar diversas alterações em separado ou combinadas:
-Formigamento e/ou perda de sensibilidade de um lado do corpo
-Alteração da fala (arrastada ou não compreensível)
-Fraqueza/perda de força muscular de um lado do corpo/ desvio da boca
-Alteração do equilíbrio, com dificuldade para caminhar ou até permacer de pé/tonturas
-Alteração/perda da visão
-Sonolência/perda da consciência/desorientação
-Dor de cabeça forte e súbita
Na maioria dos casos, o AVC está relacionado a doenças, que se tratadas, poderiam ter evitado o seu acontecimento:
-Hipertensão arterial sistêmica (“pressão alta”)
-Diabetes Mellitus (“açúcar no sangue”)
-Dislipidemia (“Colesterol ou gordura no sangue”)
-Tabagismo
-Etilismo
-Cardiopatias (doenças cardíacas, dentre elas alguma arritimias)
-Excesso de peso
O AVC é uma emergência médica. Ao desconfiar-se de que o indivíduo está sofrendo um AVC, o mesmo deve receber atendimento médico o mais rápido possível. As primeiras horas são fundamentais e definidoras para o tratamento do paciente, que pode necessitar de drogas venosas (trombolíticos) que quebrem o coágulo que obstrui o vaso, procedimentos endovasculares (cateteres que são guiados por dentro do vaso até o sítio do problema) ou mesmo de neurocirurgias.
Passada a fase aguda, o tratamento deve ser continuado mediante acompanhamento com neurologista e reabilitação com equipe multidisciplinar (fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais).
Esse texto tem o objetivo trazer informação de qualidade e de fácil compreensão para o público leigo, não tem cunho científico e não se trata de recomendação terapêutica. A melhor forma de tirar suas dúvidas é conversando com seu médico.